Coreia do Sul descriminaliza Adultério; Ações do mercado de camisinhas sobem

O mais alto tribunal da Coréia do Sul, nesta quinta-feira (26) aboliu a lei que pudia o adultério, após 62 anos. Como resultado, o  preço das ações do mercado de preservativos se elevou, assim como para os fabricantes de pílulas contraceptivas, informa a Associated Press.

Antes da proibição do adultério ser abolida, uma pessoa casada na Coréia do Sul, que tivesse relações sexuais com alguém que não fosse seu cônjuge era punida com até dois anos de prisão. Os promotores afirmam que cerca de 53 mil sul-coreanos foram indiciados sob a acusação de infidelidade desde 1985, mas a prisão raramente acontecia. As sentenças de prisão eram cada vez mais raras e os casos diminuíam a cada ano. Em 2004 foram presas 216 pessoas, número que caiu para 42 em 2008. De lá para cá, houve apenas 22 prisões de acordo com a justiça.

Com a decisão de quinta-feira, mais de 5.400 pessoas, segundo a agência AFP, que haviam sido acusadas por adultério na Coréia do Sul nos últimos seis anos poderiam ver-se livres de encargos.

“Mesmo que o adultério deva ser condenado como imoral, o poder do Estado não deve intervir na vida privada das pessoas”, disse o juiz que presidia Park HanChul.
O Tribunal Constitucional havia defendido a proibição do adultério cinco vezes desde 1990. Em outubro de 2008, a proibição chegou perto de ser abolida, com cinco dos sete juízes que considera que a lei inconstitucional. No entanto, é necessário o apoio de seis juízes para abolir uma lei na Coréia.
Os defensores da proibição do adultério alegaram que promover a monogamia e unidade familiar. Por outro lado, os opositores argumentaram que há décadas essa lei ia contra as tendências sociais e o mundo em constante mudança, além de afirmarem que o governo não deveria ter o direito de interferir na vida privada das pessoas.

O país era um dos poucos não muçulmanos que considerava como ato criminoso a infidelidade no casamento. Com a Coreia do Sul fora do levantamento da proibição do adultério, só Taiwan permanece como o único país do Leste Asiático que considera casos extraconjugais como um ato criminoso. Japão aboliu a sua proibição em 1947, enquanto a China considera o adultério como um fundamento para o divórcio.


Fonte: IPC Digital + KoreAm
Tradução e adaptação: Revista KoreaIN

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