Mochileiros: O Pesadelo do metrô coreano

Alguns especialistas e experts no assunto já começam a falar sobre a “crise de etiqueta”, destacando a progressiva deterioração dos costumes de passageiros que diariamente lotam o subterrâneo da capital sul-coreana. Alguns mais céticos, optam por uma posição mais moderada e atribuem o fenômeno a questões relacionadas com o avanço do espaço pessoal, mas ainda não conseguem identificar os fatores que influenciam diretamente. O ponto é que as reclamações estão aumentando dia a dia e os passageiros viajando cada vez mais desconfortáveis.

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Anúncio ilustrativo para alertar pessoas que deixam suas mochilas sobre os assentos do transporte público.

A Senhora Kim, por exemplo, tem diárias viagens de duas horas entre metrô e trem, e a primeira coisa no momento do embarque o meio de transporte é fixado nas proximidades estão livres de pessoas usando mochilas. A jovem trabalhadora apenas chega ao metrô sessenta. Se um homem próximo ao metrô setenta e cinco, “armada” com uma mochila, se coloca na frente dela no meio da viagem, garante toda uma jornada marcada por desconforto. “Inúmeras vezes passam ao meu lado e enfiam a mochila em meu rosto, o que realmente me incomoda. Estar rodeada de mochilas a caminho do trabalho é um verdadeiro suplício.”

Cada vez mais passageiros sofrem este tipo de “mochilofobia”. O uso massificado de tablets, laptops e outros dispositivos eletrônicos com as mesmas características tem feito as pessoas ficarem cada vez mais concentradas em si mesmas durante as viagem e menos atentas ao que acontece ao seu redor, negligenciando detalhes de convivência que antes eram um pouco menos do que sagrados.

Como o título deste artigo sugere, “mochileiros” lideram o ranking dos mais irritantes, embora seguidos de perto por aqueles “homens sentados com as pernas abertas e estendidas”. As mulheres também são colocadas no ranking das mais irritantes, especialmente aquelas que transformam o vagão em um salão de beleza e passam por uma reforma completa. Todas as categorias aplicam-se tanto para a viagem de trem, quanto no metrô ou ônibus, onde o espaço é ainda mais reduzido. Considere-se que a média espaço desse transporte é de 1,3 metros. ¿Desconfortável?

O governo de Seul tomou nota do problema e anos de campanhas para sensibilizar os passageiros sobre a importância das formas de cuidado durante a viagem, e não incomodar os outros, não surtiu grande efeito. Assim não alcançando uma mudança radical na dinâmica interna dos passageiros, parece que as regras só se aplicam da plataforma para fora.
Como a população continua a aumentar esses problemas serão ainda mais agravados e nas cidades, onde o transporte público é tão importante, a experiência de ir de um ponto a outro pode se tornar um calvário para todos os cidadão com níveis de tolerância normal.

Como é a sua experiência em transporte em sua cidade? Também se incomoda este tipo de comportamento?


Este artigo é uma tradução autorizada pelo portal latino americano Xiahpop. Veja o artigo original em Xiahpop.
Tradução e adaptação: Revista KoreaIN

Fonte: KoreaBang.com

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2 comentários sobre “Mochileiros: O Pesadelo do metrô coreano

  1. O mesmo problema que o Brasil enfrenta, principalmente os estados maiores do país (RJ e SP). Não acredito que a solução seja proibir mochilas ou algo do tipo, mas sim, começarem a ter consciência de que se você quer usar mochila os outros não são obrigados a ficar em um espaço mínimo, portanto segurar a mochila na mão, ou ‘entre as pernas’ torna a viagem menos desagradável para os outros, ou até mesmo colocar ela para frente causa menos incomodo nas pessoas. Enfim, o que devemos é sempre estar atento e sempre lembrar que nosso direito acaba quando o do outro começa.

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  2. Muda-se a cidade, mas o problema continua. Moro em Salvador e é cada vez mais torturante utilizar o ônibus (o único transporte de massa ainda efetivo). E concordo com quem afirma que se trata de uma crise de etiqueta (e de gentileza), tanto daquele cidadão que viaja com a mochila nas costas quanto daquele passageiro que, estando sentado, se nega a segurar a mochila do seu semelhante.

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