Primeiro-ministro sul-coreano oferece sua demissão após escândalo de corrupção

O Primeiro-ministro da Coreia do Sul, Lee Wan-koo, ofereceu sua demissão essa segunda-feira 21, pedida pelo partido de oposição, que o acusa de corrupção de acordo com a agência de noticias coreana Yonhap. Esse assunto começou com o suicido de um dos poderosos homens de negócios que, em uma carta, afirmou que deu dinheiro ao primeiro-ministro assim como a duas outras pessoas próximas à presidente.

Essa última (a presidente), declarou guerra a corrupção e prometeu punir qualquer um que se tornasse culpado de atos de corrupção. O primeiro-ministro recusou aos pedidos de demissão lançadas pela Nova Aliança Politica pela Democracia (NAPD), o principal partido de oposição.

Chefe do gabinete da presidente envolvido

Segunda-feira de manhã, ele ofereceu sua demissão, declarou o secretário do ministro Lee à agência Yonhap. A presidente, Park Geun-hye, atualmente em viagem oficial á América Latina, poderia aceitá-la.

“Os cidadãos não podem esperar”, declarou terça-feira o chefe do NAPD, Moon Jae-in (que concorreu as eleições em 2013), em uma reunião do partido em Seongnam, ao sul de Seul. “Nosso partido fara de tudo para que seja adotada uma lei que o destitua”, declarou Moon a televisão local, apelando ao princípio que o partido Saenuri possa adotar a votação do Parlamento.

Sung Wang-jong, o antigo dono de uma empresa de construção civil em falência, se enforcou próximo de sua casa em Seul no dia 9 de abril. Em seu bolso, os investigadores encontraram uma lista com o nome de oito pessoas, a qual o nome do primeiro-ministro e o chefe do gabinete da presidente estavam, acusando-os de receberem suborno.

O homem de negócios, que era suspeito de ter alimentado um caso obscuro em fundos recolhidos nas contas de sua empresa com o intuito de comprar políticos de alto escalão do governo. No momento em que ele se suicidou, o promotor estava prestes a interroga-lo.

O primeiro ministro Lee desmente as acusações

Em uma entrevista dada à um jornal local, ele já havia dito ter dado 30 milhões de wons (aproximadamente 83 000 reais) líquidos ao primeiro-ministro na época que ele concorria a um cargo de deputado.

O primeiro ministro Lee desmente as acusações. Esse assunto é uma noticia ruim para a presidente, que tem em suas mãos o naufrágio do barco Sewol, que levou a 304 mortes há mais de um ano. A presidente Park é regularmente criticada por sua falta de discernimento em suas nomeações.

Muitos responsáveis nomeados a altas funções tiveram que se demitir devido a revelações de seus supostos erros do passado. Na Coreia do Sul, as funções de primeiro-ministro são apenas de honraria. O poder essencial está nas mãos do executivo.


O artigo original pertence o site do jornal LE MONDE.
Tradução e adaptação: Revista KoreaIN

Fonte: LeMonde.fr

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